Comunicação não violenta: saiba como aplicar no ambiente escolar

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Você sabia que é possível iniciar diálogos transformando nossa intenção inicial em uma conexão com o outro? Isso pode parecer desafiador, mas a comunicação não violenta (CNV) permite reduzir boa parte dos conflitos.

Esse método de comunicação favorece uma percepção respeitosa das necessidades de cada um. A base da comunicação não violenta é a empatia e a resolução de pontos conflituosos de maneira pacifica.

Neste artigo vamos ver como aplicar a comunicação não violenta para o contexto escolar. Entenda como usar essa forma de se comunicar consigo mesmo e com o outro para diálogos mais produtivos. Veja como é possível aumentar o comprometimento dos alunos e melhorar a relação da escola com as famílias.

O que é comunicação não violenta?

O método foi criado pelo pesquisador Marshall Rosenberg para solução de conflitos. Consiste em um formato de comunicação clara, empática e que busca formas para que todos os envolvidos sejam ouvidos sem que se sintam ameaçados ou coagidos.

É usada com sucesso para conectar pessoas e desenvolver a capacidade de escutar e acolher, baseada na ideia de que seres humanos podem ser movidos por compaixão. Quatro componentes ajudam a estabelecer uma comunicação não violenta:

  • observação: realizar a ação sem julgamento e juízo de valor;
  • sentimento: identificar o que causa aquilo que observamos e nomear o que estamos sentindo;
  • necessidades: relatar ao outro a nossa vontade de nos conectarmos com o que sentimos diante do que foi observado;
  • pedido: propor que ações sejam realizadas para atender as necessidades do que foi observado.

Como a comunicação não violenta ajuda no contexto escolar?

A CNV é de grande importância para a escola e deve ser aplicada na comunicação dos professores com alunos, da coordenação com os pais e entre os colaboradores. No ambiente escolar, essa metodologia favorece o desenvolvimento de competências e a preparação para lidar com problemas na vida adulta.

Muitas vezes, o aluno não consegue expressar suas dificuldades com o professor e se torna um problema em sala de aula, atrapalhando o andamento das atividades e outros estudantes. Porém, com o estabelecimento de uma comunicação não violenta, cria-se um estímulo para reconhecer e transformar padrões indesejáveis.

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Isso é possível porque o professor adota uma escuta ativa, enquanto estimula o respeito e a empatia. Dessa maneira ele consegue atingir um nível mais profundo, em que a as relações são baseadas na confiança mútua, o que favorece o interesse do estudante nos estudos, além de formar uma base importante para o futuro.

Como colocar em prática?

O primeiro passo para quem quer colocar a CNV em prática é perceber seu grau de disponibilidade para ouvir o outro. Ouvir significa escutar sem a necessidade de contra-argumentar.

Feito isso, precisamos transformar a escuta ativa em empática. Isso significa que vamos ouvir os pontos de vista de outra pessoa, colocando-nos no lugar dela. Para atingir esse patamar é preciso se despir de julgamentos e não trazer suas crenças para tentar aconselhar.

Isso vai mudar a sua percepção e permitir a compreensão a respeito do que é dito e quais as necessidades reais dos alunos. Com a metodologia em prática, o professor consegue construir processos colaborativos e ampliar a participação dos estudantes.

A CNV é uma ferramenta de auxílio que gera benefícios em qualquer situação, em especial para solucionar problemas com estudantes desinteressados, desatentos, que mantenham conversa paralela e problemas disciplinares. Aos poucos, a mudança vai ser refletida em sala de aula e no engajamento com as atividades propostas.

É importante que a comunicação não violenta também seja aplicada no relacionamento com a família dos estudantes. A escola deve sempre estar aberta para entender o lado dos pais e buscar formas de acolher e ajudar.

Você já utiliza a comunicação não violenta em sua escola? Deixe nos comentários sua experiência com a metodologia.

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