Agenda Escolar

Agenda
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A agenda escolar pode ser definida como um instrumento de comunicação e organização de tarefas.

Autorizar uma dispensa antecipada, comunicar uma alergia, relatar uma indisciplina, convidar para um evento festivo ou reunião de pais são alguns exemplos de registros recorrentes na rotina escolar que encontram na agenda o espaço mais adequado para mobilizar os responsáveis e a escola em torno da educação dos alunos.

Ao longo do tempo, conforme se desenvolvem, eles deixam de ser apenas o assunto tratado e passam a ser autores de seus próprios registros, como anotar características e datas de entrega de trabalhos, reuniões em grupo e lembretes de prova.

Assim, aprendem a organizar e planejar a própria educação com autonomia.

Embora não tenha o mesmo prestígio que os cadernos apostilas e livros didáticos, a agenda cumpre um papel fundamental no desenvolvimento pedagógico dos alunos ao ser a primeira experiência com o planejamento e execução de tarefas.

Por ela circulam gêneros textuais que desenvolvem letramentos como comunicados, instruções e lembretes.

Dessa forma, a agenda também pode ser entendida como um objeto cultural, que transmite conteúdo relevante sobre o trabalho escolar e familiar e desenvolve habilidades cognitivas fundamentais para o aluno na vida adulta.


A Agenda Escolar no século XXI

Se a função da agenda escolar é única, o mesmo não se pode ser dito quanto ao suporte em que se apresenta.

A atual Era da Informação tem oferecido cada vez mais facilidades ao converter o analógico em digital. Incluída neste processo, a agenda escolar pode vir impressa ou como aplicativo.

Ao fazer uma comparação entre os dois modelos muitos acreditam que a agenda de papel será substituída pelos softwares, porém é preciso observar o fenômeno com olhos mais atentos.

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Onde quer que se procurem informações sobre as vantagens e desvantagens da agenda de papel e a digital se vê grande tendência pela adesão à segunda, influenciada por estratégias de marketing das empresas desse segmento tecnológico que enfatizam a praticidade e segurança dos dados.

Pelo viés mercadológico, essas propagandas preconizam certa economia orçamentária, mas não comunicam sobre outros problemas como a possibilidade de exposição de dados pessoais, que tem sido objeto de extrema preocupação das grandes empresas e da sociedade com relação à privacidade.

O roubo de dados é um crime comum, recente e de pouca regulação, portanto é preciso pensar duas vezes antes de guardar um banco de dados em servidores inseguros e isso significa um alto custo.

Na mesma direção, atualmente a tecnologia digital está ocupando espaços nas tarefas mais corriqueiras e aumentando a dependência dos dispositivos em vários sentidos, desde a dependência energética da bateria dos aparelhos até a distração e consumo excessivo de tempo dos usuários.

Além disso, pelo viés pedagógico, a agenda digital empobrece a função cultural da agenda escolar.

Ao transformar uma anotação em dado é colocado um limite ao que será marcado ali, pois deve ser algo que possa ser processado pelo algoritmo.

Colar um adesivo, fazer rabiscos aleatórios, colher assinaturas dos amigos são atitudes que dizem respeito ao desenvolvimento emocional e epistêmico do aluno e que ficam de fora das experiências proporcionadas pelos aplicativos.

Dessa forma, seja pelo viés mercadológico ou pedagógico, a adesão às agendas escolares digitais fica sob suspeita porque corrobora um tipo de relação mais superficial com o texto e retira a possibilidade de registro emocional por parte dos sujeitos envolvidos nessa troca.


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